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Dia Mundial da Conscientização do Autismo: é a diferença que os tornam especiais

Coincidentemente, hoje não é apenas a Sexta-feira Santa. O dia 2 de abril marca o Dia Mundial da Conscientização do Autismo e, por isso, a Alma PG resolveu falar um pouco sobre o transtorno que afeta uma a cada 160 crianças, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para quem não conhece, o autismo ou Transtorno do Espectro Autista (TEA) se caracteriza por dois pilares: A interação social (verbal ou não) e os padrões repetitivos de comportamento, interesses e atividades.

Existem quatro traços principais quando falamos sobre comportamento:

Estereotipas – repetição de movimentos ou falas;

Adesão a rituais ou rotinas – ter o mesmo roteiro todos os dias e qualquer mudança do padrão gera desconforto.

Interesses fixos e altamente restritos – interesse por um objeto ou assunto específico.

Questões sensoriais, hiper ou hiperatividade a estímulos sensoriais: alterações sensoriais que afetam o cotidiano.

Por exemplo, hipersensibilidade ao barulho ou a luz, causando reações extremas até de ordem fisiológica.

Graus de autismo

O autismo é chamado de espectro porque, além dos níveis denominados leve, moderado e alto, tem subníveis, como bem leve ou leve mais para o moderado.

Ou seja, não tem apenas o grau 1, 2 ou 3. Tem o 1.1, 1.2, 1.3 e assim sucessivamente.

Diagnóstico

O diagnóstico acontece, na maioria das vezes, quando a criança entra na escola, pois é o período em que os primeiros sinais aparecem, como dificuldade de sociabilizar e alterações comportamentais.

Como não existe um exame laboratorial que identificam a doença, a forma mais precisa de chegar ao diagnóstico é uma avaliação multidisciplinar realizada por profissionais com experiência no assunto.

Tratamento

Estudos científicos mostram que o tratamento do TEA deve se basear em terapias de alta intensidade com equipe multiprofissional especializada e qualificada, especialmente nas técnicas baseadas na Análise de Comportamento Aplicada (ABA).

Além da terapia ABA, que geralmente é conduzida por psicólogos, dependendo da necessidade, pacientes que têm o transtorno tendem a necessitar de terapia com o apoio de fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, dentre outros profissionais, além de medicamentos.

Pandemia

Não podemos deixar de falar sobre a pandemia. A mudança da rotina incomodou diversas crianças diagnosticadas com autismo. Foi o caso de Miguel, de 10 anos, filho da Tatiana Teixeira Takasu, advogada de 41 anos.

O Miguel gosta muito de ir para a rua, mas não temos saído, por causa da pandemia, ainda mais na fase mais crítica, que interditaram todas as áreas comuns do condomínio”, começa a mãe.

“Tentamos fazer o máximo para que eles não se sintam tão presos – sei que é difícil porque a gente mesmo se sente preso e estressado, com a criança é pior ainda. Compramos para a casa piscina de bolinha, cama elástica, carteira escolar, brinquedos. A casa ficou uma bagunça – meio escola, meio parquinho – mas estamos nos adaptando da melhor maneira que podemos para que eles sintam o menos possível toda essa pressão. Não vejo a hora que tudo isso passe para ele voltar à rotina que era antes”finaliza.

Queremos saber de vocês: tem alguém próximo diagnosticado com autismo? Comenta para nós como está a rotina dele (a) durante a pandemia.

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