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Black Friday ou Capitalismo Selvagem? Por Esther Zancan

29 de novembro de 2019. Dia de mais uma Black Friday na sua versão verde e amarela. Essa data, que nasceu na terra do Tio Sam, mas desde 2010 dá as caras por aqui, cada vez mais se consolida no calendário nacional. Era pra ser só festa. Preços atrativos às vésperas do Natal, pra dar aquela ajuda ao combalido bolso do brasileiro e aquele up no comércio.

Mas, algumas cenas que andam acontecendo na Black Friday mais parecem a ilustração daquela música dos Titãs (Homem Primata), que no refrão repete “Capitalismo Selvagem, ô ô ô”.

Selvageria

Nesta sexta 29, um vídeo viralizou nas redes sociais. Cenas de puro vandalismo, até agressão física. Tudo aconteceu em uma loja de um shopping de São Paulo, de uma popular rede de varejo. Rede essa que, por mais que venda produtos muito procurados e desejados pela maioria, não vende nada que seja item de extrema necessidade pra gerar tal comoção. Houve cenas de tumulto em outras cidades do país também.

Em um primeiro momento, o vídeo, de tão nonsense, causa até risos. Mas, com uma análise mais fria, renderia até uma tese sociológica. O que foi aquilo? Vontade pura e simples de badernar? Efeito de anos seguidos de crise econômica? Total falta de senso do que é viver em sociedade? O chamado “efeito manada”?

A hipótese da crise econômica até seria a mais plausível. Afinal, Black Friday tradicionalmente era mais voltada a descontos em bens duráveis, não itens como cosméticos, roupas íntimas, doces, como é o forte dessa rede em específico. Isso é um indicador que, muitas pessoas, castigadas por anos de crise e desemprego, aproveitam essa data para comprar produtos que são necessários, mas não básicos. Mas, convenhamos, nada justifica partir para a agressão física e quebra-quebra.

Praia Grande

Em nossa cidade, salvo alguma exceção, a data ocorreu sem mais transtornos. Os horários estendidos do shopping e de muitas lojas de rua parece ter contribuído para a diluição do público durante o dia. Mesmo assim, houve longas filas e aglomerações. Capitalismo selvagem em versão light, digamos.

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