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Orla de Praia Grande cada vez mais cheia. Vale a pena se arriscar para manter a rotina de exercícios na pandemia?

Estudo de universidades europeias aponta que distanciamento social de 1,5m em atividades físicas pode não ser suficiente para evitar contágio

Caminhar, correr, pedalar… Ninguém nega o bem que atividades físicas ao ar livre trazem para nossa saúde, tanto física quanto psicológica. A lista de benefícios vai desde perda de peso, aumento da disposição e imunidade, até o combate à ansiedade, estresse e insônia.

Mas, em meio à pandemia de Covid-19, muitas dúvidas surgiram. Por um lado, precisamos como nunca estar com o organismo e a mente fortalecidos para aguentar a barra que é o isolamento social. Por outro, o medo de se contaminar com o novo coronavírus e a consciência da importância das medidas de distanciamento são inegáveis. O que fazer diante desse dilema então?

Não há um consenso

O governo do Estado de São Paulo, por enquanto, não proibiu a prática de exercícios físicos ao ar livre, apenas orienta que as pessoas só saiam de casa para realizar atividades essenciais. Só aí, outra dúvida surge: sair pra se exercitar pode ser considerada uma atividade essencial?

A Organização Mundial da Saúde (OMS) até recomenda a prática de exercícios como caminhadas e passeios de bicicleta, mas respeitando o distanciamento físico de até dois metros, evitando assim a propagação do vírus. Também alerta sobre a importância de se manter os cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos antes de sair e assim que voltar para casa e usar o álcool gel quando estiver na rua.

Já um estudo em conjunto de duas universidades europeias, uma da Bélgica (Universidade Católica de Leuven) e outra da Holanda (Universidade de Tecnologia de Eindhoven), aponta que o distanciamento entre 1,5 e 2 metros recomendado para outras atividades sociais, talvez não seja suficiente quando o assunto é exercícios físicos ao ar livre. Por meio de um simulador e de um modelo matemático, os pesquisadores concluíram que, existe a possibilidade de entrar em contato com gotículas respiratórias de outras pessoas, que formam uma espécie de “rastro”, mesmo estando a 20 metros de distância, em algumas atividades.

Ainda segundo o estudo, as distâncias seguras seriam entre 4 e 5 metros para a pessoa que está a sua frente nas caminhadas; de pelo menos 10 metros nas corridas e de 20 metros nas pedaladas.

A Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), da mesma forma que a OMS, recomenda as atividades físicas ao ar livre, mas ressalta que elas devem ser feitas de forma isolada, nunca em grupo. Adverte ainda sobre as situações de imprevisibilidade que podem acontecer ao sair de casa, como aproximação excessiva em elevadores, áreas comuns de condomínios ou mesmo em espaços públicos, pois outras pessoas podem ter a mesma ideia de se dirigir àquele local em específico.

Situação em Praia Grande

Esse último lembrete da SBMEE cai como uma luva na situação vivida em Praia Grande. Lugares como o calçadão da praia e ciclovias sempre foram locais de concentração de praticantes de exercícios físicos. E, mesmo durante a quarentena, isso continua sendo observado. Na ciclovia da avenida Marechal Mallet, por exemplo, uma cena bastante comum, até durante a noite, é a de corredores e ciclistas, tanto individuais quanto em pequenos grupos (nesta situação, indo contra recomendação da SBMEE), mantendo a rotina de atividades.

Outro detalhe merece atenção. O uso de máscaras durante a prática de exercícios pode não ser tão simples. Devido ao suor, ela umedece com mais rapidez, necessitando ser trocada com maior frequência. Sem contar que, devido ao movimento, ela pode sair do lugar com mais facilidade e também levar a pessoa a tocar o rosto sem perceber.

Sempre bom lembrar que, com criatividade, dá sim para se exercitar dentro de casa. Claro que contar com equipamentos seria o ideal, mas a internet tá aí pra ajudar quem não dispõe deles. Ninguém precisa ficar sedentário só porque decidiu que é mais seguro não se expor.

Então, fã da Alma PG. Depois de ler todas as informações sobre o tema, convidamos você a responder à pergunta do título: “Vale a pena se arriscar para manter a rotina de exercícios na pandemia?”. Participe!

Esther Zancan

4 Comentários

  1. Sou totalmente contra. E a responsabilidade disso é das autoridades locais, que não impõem proibição dessa prática. Infelizmente o ser humano obedece (às vezes) a ordens. Não é hora de liberar nada. Estamos com 26 mil mortos e uma população inteira como a de Praia Grande ir ao calçadão vai criar excesso de pessoas. Sem falar que essa prerrogativa só faz mais pessoas virem ao litoral.

  2. O praticante pode achar ótimo. O problema é que quanto mais gente se apinha na orla, mais tempo permaneceremos na situação atual. Falta urbanidade. Sem contar os turistas. Enchem o local, não respeitam os cuidados e acham que quarentena é feriado. Usam o slogan de “geração saúde” como desculpa e inutilizam todos os esforços e sacrifícios dos moradores. Eles partem, e nós ficamos com o ônus.

  3. Nem dá para comentar. Viviremos numa eterna quarentena até que as pessoas acordem. Se fosse apenas atividade física, ótimo. O grande problema são os grupinhos ( de muito jovens ou idosos) bebendo, aglomerados e sem máscara. Eu me privo de caminhar por conta disso. Tenho medo sim. Seria ótima a proibição de calçadão, ciclovias bancos, se máscara. É área comum, em área comum, o uso é obrigatório. Não sei como ninguém vê.

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