Home Alma Destaque Quem é Sthefany da marca 'Sthefany Flores'? O império das flores de...

Quem é Sthefany da marca ‘Sthefany Flores’? O império das flores de Praia Grande

Para todos os desafios no caminho, haverá sempre um alicerce onde poderemos nos apoiar e nos fortalecer: nossa própria família! Nessa história sobre a criação e a jornada da marca tão conceituada na região, Sthefany Flores, o valor da união familiar vem à tona e se mostra presente em todas as etapas desse processo.

Em 2005, Rose Gonçalves – aos seus 23 anos – decidiu mudar sua vida profissional. Vendedora em uma loja de joias e acessórios, mal imaginava que os produtos mais valiosos que venderia estariam a aguardando em áreas completamente diferentes: a das plantas, flores e presentes.

Resolveu, após sempre visitar uma floricultura de uma amiga, em Mongaguá, se arriscar nesse mundo. Para isso, apostou todas suas fichas – investindo sua pouca reserva de dinheiro e os empréstimos de bancos e amigos – na criação da marca Sthefany Flores (nome escolhido em homenagem a sua primeira filha – até então, sua única também), que teve sua primeira unidade no bairro Melvi, em Praia Grande.

Rose sempre projetou criar algo que fosse diferente entre os demais, mas o cacife nem sempre suportou tamanhas ideias. Por isso, mesmo sem muito dinheiro, encontrou formas mais econômicas para oferecer essa nova experiência aos consumidores.

“Eu queria um padrão mais bonito do que as floriculturas que eu via, que tinham – geralmente – prateleiras de madeira no seu interior… Mas como eu não tinha condições de comprar prateleiras de vidro, eu recorria às vidraçarias da Cidade em busca de restos e cortes de vidro que fossem vendidos mais baratos para mim.”, afirmou.

Além de se desvincular da tradicional decoração das demais floriculturas, a empreendedora buscou agregar outros tipos de produtos às já convencionais flores e plantas. Assim, começou a integrar artigos de presente em sua loja, desenvolvendo as suas tão famosas cestas! Inclusive, seu irmão mais velho, Marcio, a ajudou muito nessa etapa. Além de auxiliar na montagem do interior da loja, o irmão também procurava mercadorias para Rose – o que já a adiantava um bom tempo.

Enquanto o campo profissional gerava resultados e ocupava grande parte do seu tempo, a empresária não conseguia lidar sozinha com todos os cuidados que sua filha, Sthefany, precisava. Foi assim que sua mãe, Cleide (na época, com seus 47 anos) e seu pai, Adalto (com 56 anos, nesse período), logo se prontificaram em ser o seu ‘braço direito’. Além de acompanhar Rose nas viagens para comprar todos os recursos necessários da loja, Cleide também exerceu um fundamental e brilhante papel na criação de Sthefany, já que cuidava – com muito carinho e atenção – de sua neta, enquanto sua filha se mantinha na luta pelo ‘pão de cada dia’.

“Ela não foi apenas a avó, ela foi a mãe dos meus filhos! Se não fosse por ela, eu não teria feito metade do que fiz. Meus filhos sempre foram muito bem cuidados, muito bem criados e muito bem amados, mas porque eles tinham uma avó muito prestativa para fazer isso.”, enfatiza a empresária – já emocionada.

Mas como nem tudo são flores (irônico, não é?), após se separar de seu ex-marido – em 2010 – Rose fechou as portas da sua primeira unidade. Não demorou muito para que ela conhecesse o homem que acrescentaria muito ainda em sua vida, Junior Delazari, o qual foi seu fornecedor nos tempos de loja e, naquele momento, seu futuro marido.

Foi ao lado dele que a empreendedora trabalhou a partir daquele momento, fazendo vendas de flores pela região. Mas a rotina, que a obrigava a acordar todos os dias durante a madrugada e fazer as entregas de caminhão, já se tornava cansativa aos olhos de Rose – que sentia falta do que fazia antes.

A empresária se destacou sempre por agregar diferentes valores ao seu negócio, tornando-se referência na região. (Foto: Alma PG)

Assim, logo em 2011, surgiu uma incrível proposta de seu marido: investir, por conta própria, em uma nova loja em um ponto que sempre chamou a atenção da florista. Junior, então, alugou o salão, montou a porta de vidro e decorou todo o espaço, seguindo o sonho de Rose.

Essa unidade era estrategicamente positiva para os negócios, já que ficava localizada em uma esquina de uma grande avenida, entre dois bairros: Melvi e Samambaia. O casal logo sentiu os benefícios daquele ponto, quando inauguraram a loja – durante a semana de Páscoa – e esgotaram todas as cestas que foram confeccionadas para essa comemoração, mostrando o potencial do comércio.

“Eu percebi que a gente realmente tinha um potencial, o que sempre nos faltou foi estrutura para desenvolver tudo o que a gente desejava.”, disse a empresária.

Com o sucesso já nas vendas, em 2012, o casal decidiu abrir uma nova unidade na tão movimentada Avenida Kennedy, no bairro Vila Mirim. Apesar de conseguirem ótimos resultados com o comércio até aquele momento, o casal continuou realizando as entregas das flores na região, acabando por contratar funcionários para atuar nas unidades que tinham.

Foi fazendo as entregas dos produtos que Rose conheceu o que seria então o terceiro ponto de Sthefany Flores, localizado na Vila Antática – ao lado do cemitério. A loja, que antes não chamava muita atenção devido ao ambiente pouco estruturado, recebeu uma reestruturação positiva, em 2013, com a chegada da empresária no local.

Logo no primeiro mês, aquela unidade Sthefany Flores já apresentou incríveis feedbacks. A expectativa projetada para o início da unidade se superou ao dobro, fazendo a empreendedora se surpreender com o comércio.

“Precisei dobrar o número dos meus funcionários, devido ao grande movimento que a loja tinha. O foco do nosso negócio se tornou essa unidade, fazendo – inclusive – com que eu fechasse as portas da loja, que ficava entre o Melvi e Samambaia, em 2019, para focar apenas nesse ponto.”, reiterou.

O sucesso foi grande, mas foi nessa época também que houve a chegada de uma incógnita para muitos que trabalhavam com o comércio: a pandemia da Covid-19. Os salários dos funcionários tinham que ser quitados e os aluguéis precisavam ser pagos, mas – devido às medidas restritivas – ainda não era possível abrir as portas das lojas para o público. E mesmo assim, diante de todas as dificuldades, Rose conseguiu não só assegurar sua equipe e manter suas unidades, mas criar uma presença online muito grande com a chegada dos deliveries.

A responsável por alavancar a Sthefany Flores no meio digital foi a própria Sthefany – naquele período já maior de idade. Como cursava Marketing, na ETEC Praia Grande, aproveitou todo o conhecimento das aulas para fortalecer a imagem da floricultura no Instagram. Foram mais de 15 mil seguidores ganhos na rede social, fazendo com que as vendas online se tornassem equivalentes às feitas nas lojas físicas.

“Nosso Instagram começou a bombar tanto, quando começamos a fazer delivery, que a Sthefany levava o celular da loja para casa e passava a noite organizando os tantos pedidos, feitos pelo WhatsApp.”, complementou Rose.

Sthefany revolucionou a imagem da marca no meio digital e foi responsável pelo grande crescimento do comércio. (Foto Alma PG)

Foi um período de grande sucesso para a marca, mas infelizmente a pandemia levou uma pessoa fundamental e muito especial nessa jornada. Nesse ano, Cleide (a superavó) – mãe de Rose – se despediu da incrível família, deixando um legado duradouro que nem mesmo o tempo irá apagar.

Hoje, mesmo com uma grande perda como essa, Rose se mostra satisfeita com toda sua jornada. A empresária, mãe de três maravilhosos filhos (Sthefany, Guilherme e Lucas) projeta deixar a mais velha, Sthefany, – já apaixonada por esse ramo – cada vez mais responsável pela loja. A florista sacrificou muitas coisas e lutou todos os dias para que sua família chegasse onde está, e – por fim – deixou essa lição:

“Tudo é muito difícil e a vontade de desistir sempre vem ao pensamento, mas a força de vontade e a coragem para crescer devem ser sempre maiores que o medo de falhar.”

Texto por: Peter Nardotto

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Como gostaria de ser chamado?

Mais Populares

Artigos Comentados

Henrique Vieira Rodrigues da Silva on O futuro do transporte público de Praia Grande
Esther Zancan on Quanto vale seu tempo?
Rafa Purps on Quanto vale seu tempo?
Carlos Alberto Rios Fernandes on Com quantos seguidores se faz um influenciador?