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Secretário de Saúde de Praia Grande responde entrevista exclusiva sobre desafios do combate ao coronavírus (COVID-19)

O Secretário de Saúde Pública do Município, Cleber Suckow Nogueira respondeu os questionamentos da Alma PG.

Tentamos disfarçar, distrair, mas a verdade é que a pandemia do novo coronavírus ainda afeta todos os aspectos de nossas vidas. Completados quatro meses da notificação do primeiro caso no Brasil e com mais de 100 dias de quarentena e práticas de isolamento social, estamos longe de voltar ao que consideramos “normal”. Mesmo com uma abertura gradativa do comércio e outras atividades, tudo ainda é cercado de receios e dúvidas.

E, pensando na realidade de Praia Grande, em especial na situação da saúde pública na Cidade, e preocupados em levar aos leitores da Alma PG informação de qualidade, trazemos as respostas aos nossos questionamentos que o Secretário de Saúde Pública de Praia Grande, Cleber Suckow Nogueira, nos enviou via Assessoria de Imprensa da Prefeitura.

Alma PG: Quais têm sido os principais desafios de Praia Grande em relação ao combate à COVID-19?

Secretário: A Pandemia foi um evento desafiador, acompanhado de dúvidas e incertezas que tiveram que ser enfrentadas rapidamente e com cautela, pois tudo foi inesperado.
A organização e somatória de esforços de todos os profissionais e técnicos da SESAP (Secretária de Saúde Pública) foram fatores primordiais para responder adequadamente no primeiro momento da pandemia, pois não havia estrutura planejada para enfrentar uma emergência de tão grandes proporções. Criar uma estratégia para organizar a rede para suportar a previsão de aumento de casos e eventual saturação do sistema, foi uma decisão rápida que planejou o atendimento em todos os níveis, procurando evitar a contaminação cruzada e oferecendo o melhor cuidado ao paciente, reduzindo o fluxo nas Unidades sem deixar de manter o atendimento.


Sendo a COVID-19 uma enfermidade que tem característica de transmissão facilitada pelo contato social, os profissionais de saúde e técnicos buscam aprender diariamente como lidar e conviver com essa nova realidade.
É importante ressaltar que o mundo não estava preparado para tantas mudanças e adaptações e todos tiveram que se reinventar e adaptar para superar esse momento.

Alma PG: Os hospitais (inclusive o de campanha) e as USAFAs tem dado conta dos atendimentos de COVID-19 e de outras enfermidades e acidentes?

Secretário: As Unidades da Rede foram estruturadas para prestar o atendimento com fluxo diferenciado para pacientes com síndrome gripal, de forma a evitar a contaminação cruzada. A Atenção Básica (USAFAs) reduziu a quantidade de pacientes mediante a implantação de novos protocolos e fluxos, permitindo que o tratamento precoce fosse iniciado, com resultados positivos para a recuperação dos pacientes. Essa é uma das razões de não sobrecarregar os Hospitais de Campanha e o Hospital Irmã Dulce, que recebe os casos mais graves.

Cleber e o Prefeito na fase inicial da implantação do hospital de campanha. (Foto: Prefeitura de Praia Grande / Fred Casagrande)

Alma PG: – A pandemia afetou de alguma forma as consultas de especialidades e exames? Se sim, como?

Secretário: Houve uma redução no atendimento, considerando a população mais vulnerável (idosos/comorbidades), no entanto o atendimento não foi interrompido e, de acordo com a evolução da pandemia, está em fase de ampliação.

Alma PG: Como avalia os números da COVID -19 no município no atual momento?

Secretário: Atualmente, com mais de 90% de recuperação, baixa taxa de ocupação de leitos, inclusive de UTI, comparando-se a outros municípios, reflete o efeito do tratamento precoce iniciado na Atenção Básica como uma ferramenta de importância para o enfrentamento da doença, sem desconsiderar todas as cautelas necessárias para instrumentar os equipamentos de saúde para atendimento de casos graves.

Alma PG: Em algum momento da pandemia, houve falta de insumos hospitalares, como aparelhos ou medicamentos para intubação, como tem acontecido em outros pontos do país?


Secretário: No início da pandemia o Município suportou um período de desabastecimento de diversos produtos e precisou buscar alternativas para garantir a oferta de insumos e equipamentos essenciais aos pacientes e profissionais de saúde. Até o momento, os pacientes tiveram todo suporte necessário, sendo que, recentemente foram encaminhados novos respiradores de última geração, para ampliar a capacidade de atendimento de pacientes graves que necessitem de intubação, ao Hospital Irmã Dulce.

Alma PG: Qual tem sido a importância do serviço da Central Telefônica no combate à Covid-19?

Secretário: A Central tem sido muito importante para prestar as informações necessárias e contribuir para a orientação e acompanhamento de pessoas sintomáticas, inclusive com agendamento de consulta nas Unidades da Rede Básica.
Pessoas com síndrome gripal entram em contato pelo telefone 162 e são atendidas por profissionais de saúde de uma equipe multidisciplinar e recebem orientações ou mesmo o agendamento para a Unidade de Saúde mais próxima onde recebem todos os cuidados necessários para iniciar o tratamento precoce. Mais de 16 mil atendimentos já foram realizados e mais de 40 mil ligações de monitoramento já foram feitas até o momento.

Alma PG: Olhando para o período de pandemia como um todo, quais foram os maiores acertos que Praia Grande conquistou e quais pontos poderiam ter sido encarados de outra maneira?


Secretário: Entender que a Atenção Básica é a porta de entrada para o paciente com síndrome gripal, e não somente o atendimento hospitalar e UTI, foi um dos grandes diferenciais no período desta pandemia.
Associado com as ações de monitoramento por telefone, que foram diferenciais importantes em relação ao fluxo do acesso, permitiu-se aprender e acompanhar a evolução da doença no município.
O Comitê Técnico Multiprofissional, formado por médicos, enfermeiros, técnicos, gestores, entre outros profissionais da Rede Municipal e do Hospital Irmã Dulce,  foi essencial para encontrar as melhores práticas e protocolos baseados em evidências científicas no mundo para o tratamento.
A tomada de decisão rápida, com ações impactantes permitiram organizar a Rede e estruturar o município para o enfrentamento da pandemia até o momento.
Atualmente inicia-se uma nova fase também de incertezas e desafios para a retomada das atividades com responsabilidade, sempre ouvindo os anseios da sociedade, com base científica.

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