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Você sabia que existe Autismo Virtual?

A Organização das Nações Unidas resolveu definir o dia 2 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, um transtorno que afeta uma a cada 160 crianças.

Os transtornos são caracterizados por dificuldade na interação social, seja ela verbal ou não, ou por padrões repetitivos de comportamentos, interesses e atividades.

Esses sintomas costumam aparecer quando a criança entra na escola e passa a ter interação com outras pessoas, mostrando-se mais reclusa ou agitada.

Porém, estudos recentes apontam que existe uma outra forma de se desenvolver características autistas: as telas.

Crianças expostas excessivamente às telas de celular, tablet, computador ou televisão estão propensas a ter sintomas do chamado autismo virtual, mesmo que ela não tenha pré-disposição genética a ter o transtorno.

A Dra. Gesika Amorim, Médica, Pediatra, Neuropsiquiatra infantil com formação em Homeopatia Detox (Holanda), Especialista em Tratamento Integral do Autismo com diversos títulos em Neurodesenvolvimento, os sintomas iniciais se dividem em três partes e começam em crianças acima de 2 anos.

“O primeiro sinal é o isolamento social. Ela fica totalmente ligada na tela e acaba esquecendo dos outros estímulos e das pessoas ao seu redor. O segundo é a fala. Se a criança fica o tempo todo de frente para o celular, com quem ela vai falar?”, comenta. “O terceiro é a mudança na rotina. A criança irá assistir sempre os mesmos desenhos e programas”.

Desde que a Covid-19 estourou no mundo, as crianças tendem a ficar por mais tempo dentro de suas casas com os celulares na mão. Isso causou uma explosão de casos de autismo virtual.

Ainda segundo a Dra. Gesika, a criança o desenvolvimento da criança é constituído por fases. “Elas precisam de diferentes estímulos: o tátil, o sonoro e, principalmente, o de imitação, que ocorre na interação com os pais dentro de casa”, conta.

As telas viciam e não é nada fácil para os pais reverterem essa situação, tirando dos seus filhos pequenos essas telas e ao mesmo tempo oferecer outros estímulos para eles. Isso deve envolver toda a família.

Esse processo não é fácil e a criança provavelmente apresentará crises de raiva. No entanto, vencendo essa primeira etapa e com paciência e disciplina, a criança voltará a interagir normalmente e os sintomas vão desaparecer em um curto prazo de tempo.

Aqui nos familiares dos profissionais da Alma, nós temos exemplos de crianças abitoladas ao celular. Queremos saber de vocês, se também há muito consumo de internet por aí?

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